"Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa. Não altera em nada... Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas. A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro"... (Clarice Lispector)

Quem sou eu

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Brazil
Quem eu sou? Não sou! Estou sendo, buscando, fazendo, estreando, encerrando, errando, reiniciando, ressignificando, desejando sempre mais... Acontecências! Ato, letargia, movimento, inspiração ... Em busca das essências no baú das minhas quimeras existências! Acont-essências! Dentre tudo aquilo que me constitui, vou construindo minha identidade, sempre metamorfoseada, a partir de tudo o que me marca em minha totalidade, em nada redutível, enquanto pessoa, mulher, cidadã, psicóloga, professora, aspirante a escritora ... Enfim, enquanto gente face a tudo o que diz das minhas, das nossas vivências. Gente que gosta de gente e que está sempre às voltas com as vicissitudes do humano! Acont-essências!

Atalho do Facebook

No baú das existências, produzimos nossas essências. Quimeras de uma vida sempre em construção. Capturados pelos enigmas do desconhecido, do inusitado, do insondável de nós mesmos, vemo-nos, frequentemente, diante do indizível, do extraordinário, daquilo que tanto nos assombra, quanto nos instiga. De outro ponto, somos flagrados pelo familiar, o comum do cotidiano que, em sua rotina, nos traz desgastes os quais nos levam ao vazio da inquietante acomodação. Bem ou mal, vivemos, continuamente, sob a ameaça do Ser para não cairmos na mera expectação. Coragem!







Boas-vindas!

Sejam todos bem-vindos a este despretensioso mundinho literário, um cantinho para a produção de sentidos face às nossas vivências humanas! (Ainda em construção)















Aconchego: para um bom papo, regado a um bom café, quiçá a um ótimo vinho

Aconchego: para um bom papo, regado a um bom café, quiçá a um ótimo vinho
"Não basta abrir as janelas para ver os campos e o rio.
Não é bastante não ser cego para ver as àrvores e as flores. Para ver as árvores e as flores é preciso também não ter filosofia nenhuma.
Procuro despir-me do que aprendi.
Procuro esquecer-me do modo de lembrar que me ensinaram,
E raspar a tinta com que me pintaram os sentidos,
Desencaixotar as minhas emoções verdadeiras, desembrulhar-me e ser eu...
O essencial é saber ver".
(Alberto Caeiro).



quarta-feira, 2 de novembro de 2011

O bom do amor

Bento,
Suas palavras me soam como um afago ... Me trazem esperança, me fazem acreditar nas pessoas, na vida, no amor, enfim, no que há de melhor. Que homem maravilhoso você se tornou! Quanta lisura, sabedoria e sensibilidade! Eu te conheci nos seus 20 anos e já era visível a sua amabilidade, o seu cavalheirismo e companheirismo. Lembro-me do quanto você me passava segurança e confiabilidade. Havia mesmo algo em você de muito especial.

É reconfortante olhar para trás e ver a qualidade do que vivemos, daquilo que compõe a nossa história, pessoas e experiências fabulosas. Quando nos despedimos, há tantos anos atrás, em que você estava triste por estar assumindo um compromisso de casamento, com todos os convites para entregar dentro do seu carro, eu jamais imaginaria o quanto estaria presente no seu coração, de um modo tão significativo, por tanto tempo após aquele momento. No entanto, jamais eu poderia esquecer da expressão do seu olhar, perdido, em desalento, inconformado com o que a vida estava lhe proporcionando, sabendo que o seu desejo naquele momento era endereçado a mim. Mas, a vida tem dessas coisas, né ...

Mas, com toda a sinceridade do meu coração, faz-me imensamente feliz saber que você ressignificou tudo,  que apesar de ter ficado fechado por um tempo, inviabilizando a construção de uma vida de parceria com aquela que veio a estar ao seu lado, culpabilizando-a pelas interrupções e desvios, você tenha conseguido se implicar, se apropriar da vida em comum e construir uma relação de amor, verdadeiramente, e, desta forma, ser fundamentalmente feliz!

A sua experiência de vida, os seus aprendizados são muito ricos e você compartilhá-los comigo me enche de alegria, são mesmo muito inspiradores. Eu penso que a temática do amor é sempre central na dinâmica existencial de todos, e como a gente se atrapalha neste campo, né, o quanto nos exige e o quanto a gente, também, cresce! Mas, infelizmente, parece que o que tem predominado é o substantivo, o idealizado. Olhar para o outro em sua totalidade, com suas demandas, suas fragilidades e potencialidades, de um modo real, generoso, para além de si mesmo, parece ser um grande desafio ...

Ser feliz é o que importa ! E é muito bom saber que você construiu uma vida com assertividade e felicidade e que eu seja uma lembrança boa,  para além de tudo, que tenha ficado o bom do amor. Tudo de melhor, sempre!
Ana.

Feliz ano novo para o "mais íntimo e ausente amor"

Amor, amor de alma, amor pra sempre ...Amor que transcende o corpo, que deseja, que parece dormir, que assalta, se renova, que faz falta, que permanece, que existe por si só, que se acende na lembrança, na necessidade de compartilhar, de ganhar, um consolo, um porto, um colo quente, um afago, um olhar atento, terno, um riso solto, livre, aberto...

Amor, amor que evoluiu, se transformou, se aquietou. Resignou? Amor sereno, não morto, vivo, amor de alma ...

Para mim, é isso. Podemos nos amar, amar sempre ... simples assim, rico assim ... Vc faz muita falta e a saudade é tamanha, do tempo que estávamos mais próximos, que convivíamos, que podíamos contar um com o outro. Em meio a tanto silêncio, às vezes tenho o ímpeto de falar, mexer, de dar um sinal, de recebê-lo, ser acolhida, saber, te sentir mais perto, pelo mais sublime dos prazeres ...

Não entendo tudo, mas respeito, vou procurando respeitar sua distância, seu recolhimento, embora nunca tenha sido o meu desejo. Vc sempre está aqui. Sei que você não me esquece, como poderia, se o meu amor é de alma? Com todo o meu coração, te desejo um 2009 maravilhoso, surpreendente, envolvente, instigante, mobilizador, pleno, quente, de muitas realizações, feliz! Obrigada pelas felicitações.  Fique com Deus, muita paz e muita luz.
Beijos, Ana.

Natal: tempo de reflexão

Olá querida. Eu não estou nada bem, mas não vou te encher o saco com a minha lamúria. Estou péssimo mas vou tentando seguir da melhor maneira mesmo que sozinho nesse meu mundinho tão complicado e imperfeito. Sinto tanta falta das coisas simples. Recaí na minha tristeza. Meu Deus! De novo!
Não diria que tenho antipatia por datas festivas de grande comoção e pseudo reflexão como a que vivenciamos agora, isso seria inconcebível de minha parte, ou até mesmo arrogante. Mas desconfio que, buscando uma idéia justa para o que penso, elas não modificam o que tanto proporcionam. Estamos cada vez mais distantes de algo simples que até bem pouco tempo seria mais fácil de ser reconhecida, a nossa condição humana, que nos traz a capacidade de olhar o outro como tal, que por si já nos daria chance a uma pretensa igualdade. O que nos tornamos? Mais professores, mais advogados, mais funcionários públicos, mais militares, mais intelectuais, médicos, psicólogos, empresários... E onde está nossa condição humana? Esquecemos! Eu me incluo nisso. Esqueci porque em muitas de minhas desculpas trago como resposta: "não tenho tempo", "não é comigo", "foge as minhas convicções". Esse exercício, dentro de um labirinto, de busca pela minha, digamos, condição humana, encontrei um tempo e resolvi escrever para voce, para desejar um feliz natal e um ano cheio de realizações e aproveitando as reflexões, comuns nessa época de "promessas", gostaria de comunicar que sempre que posso estou por aí caminhando e quando dá, correndo, refletindo sobre tudo isso, quando desejar é só falar, aí sim exercitaremos mais uma possibilidade de nossa "condição humana". Conversar besteira, que é muito bom.
Beijos e abraços enlouquecidos.

domingo, 30 de outubro de 2011

O amor não é substantivo, é verbo!

"Dói sempre na gente, alguma vez, todo amor achável, que algum dia se desprezou..."

Ana, ver seu recado significou para mim alguma coisa parecida com as palavras do "Riobaldo" transcritas aí, desde que coloquemos o verbo "desprezar" entre aspas. Foi uma grande dor. Não consegui dormir bem de domingo para segunda. Tive poucas namoradas, mas sempre me relacionei com muita intensidade. Todas as minhas paixões tiveram início, meio e fim, foram ciclos que se fecharam. Exceto com você.

Acho que fiz a escolha correta (desde que se faça distinção entre certeza e correção). Quero compartilhar com você algumas coisas que aprendi nesses quase dezessete anos que nos separam (aliás, um poeta, conhecido meu, ao estudar os movimentos celulares, descobriu que "distância é o que liga e não o que separa" - lindo!).

A vida, de fato, tem dessas coisas, é cheia de acasos - que é o que você chama acima de 'encontro' ou que está amalgamado (com o perdão do neologismo) no verbo 'rolar'. O Guimarães Rosa diz assim: "A vida inventa! A gente principia as coisas, no não saber por que, e desde aí perde o poder de continuação - porque a vida é mutirão de todos, por todos remexida e temperada."

Esta sujeição às descontinuidades opera no sentido contrário de nossa mente, que é (ou tenta ser) lógica e ordenadora. Isto é um belo convite à loucura (não é preciso ler, necessariamente, o "Grande Sertão: Veredas" para entender que "todo mundo é louco".)

Bem... Mas o que quero dizer é sobre o amor. Hoje, caminhando para os quarenta anos, penso que o amor não seja um acaso... um encontro... e não depende de 'rolar'. O amor está na categoria do que você chamou de "movimento"... "processo", ou seja, ele é verbo e não substantivo. O amor substantivo é idealizado e só pode advir de alguma intervenção miraculosa. Como verbo sua construção depende apenas daquele que ama e nesse movimento os acasos (encontros/milagres) deixam de representar o fundamento e passam a ser apenas o colorido.

(Não quero fazer nenhum proselitismo religioso, mas é muito interessante a forma de São João se referir a Deus e a Jesus Cristo. Em algum ponto, não sei se no evangelho ou em uma de suas epístolas ele escreve que "Deus é amor". Na abertura de seu evangelho diz que "No princípio era o Verbo, o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus." Se fizermos a interseção entre estas duas passagens, e considerarmos a premissa do livro do Gênesis de que o homem foi criado à imagem e semelhança de Deus, temos então uma outra forma de compreender o amor como verbo e não como substantivo. Esta é uma maneira diferente de dizer as coisas que eu disse no parágrafo anterior. Mas obviamente, dependerá da fé.)

Olha! Não sei se ajudo ou se atrapalho com estas ponderações. Recorro de novo ao Guimarães Rosa: "O mal ou o bem, estão é em quem faz; não é no efeito que dão."

Eu temo que as pessoas estejam se perdendo no substantivo, como eu estive durante muito tempo. Um dia, minha mulher me disse que estava se separando de mim porque não me amava mais e que estaria indo morar no exterior. Foi um choque terrível. Fui morar sozinho e alguém me sugeriu que eu tocasse a vida em frente e que momentaneamente recorresse ao uso de anti-depressivos, já que eu estava em frangalhos emocionalmente. Não fiz nem uma coisa nem outra, mergulhei no processo com todas as minhas forças. Foi aí que descobri que minha mulher havia construído o amor como verbo, e eu, por culpá-la de haver interrompido o correr livre de minha vida, ainda estava em busca do substantivo.

Graças a Deus pude entender também que eu havia construído o verbo, mas que estava sonegando de mim, e dela, esta construção. Nesse momento nasceu o meu casamento e morreu a ilusão. Agradeço a Deus também a possibilidade de retomar a nossa vida conjunta. Poderia ter sido diferente e eu me culparia pelo resto da vida.

Enfim... É isto o que eu queria lhe dizer após fazer uma leitura integral (racional + emocional) do que você me conta no seu e-mail. Eu lhe quero muito bem e isto também é amor (aliás os gregos têm três metáforas para este nosso substantivo: 'eros', 'philos' e 'ágape'. Eu acho que são três construções distintas de um movimento semelhante, então verbo). Penso que a interatividade integral com estas três metáforas, ou melhor, o exercício (ou movimento) destes três verbos, seja o fundamento daquilo que chamamos de "espiritualidade". O resto é alegoria e adereços.
Grande abraço e tudo de bom!

Vicissitudes do humano




Eu só sei de uma coisa
Que é a verdade do meu coração e que transcende a qualquer conceito
Sobre o que é falso ou verdadeiro no amor, na sua simplicidade
Nada mais genuino do que aquele que tem sido vivido, o qual tem sido a ti ofertado
Colocar isso em dúvida, me dói na alma
Está acima de tudo, existe e persiste por si
De resto, perdoe-me
São apenas as vicissitudes do humano ...
(Luciana Martins)

Amor e vulnerabilidade




Reconhecendo nossa própria vulnerabilidade
Nos tornamos mais tolerantes com a vulnerabilidade do outro
O que exige, ao mesmo tempo, um saber de si e um sair de si
Ou, simplesmente, uma disponibilidade para o amor ...
(Luciana Martins)

Toda demanda é de amor




Queremos todos as mesmas coisas, valorizamos as mesmas coisas, sofremos pelas mesmas coisas...
Mas, de algum modo, parece que a medida de todas as coisas acaba sendo a do próprio desejo, o qual, muitas vezes, não suporta o do outro.
Na dinâmica do humano, às vezes, aquilo que é demandado é o que, em contrapartida, é rechaçado vindo do outro.
Reconhecimento do desejo, desejo de reconhecimento, reconhecimento do outro constituem aí algumas das querelas da vida em relação ...
No final das contas, o que queremos todos é nos sentirmos amados.
Afinal " toda demanda é de amor" ...
(Luciana Martins)

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Uma boa surpresa

Oi Ana,
Fiquei muito feliz em receber sua mensagem.
Eu estou bem, graças a Deus. A família está ok. Você não imagina como é bom saber que você ainda se lembra de mim.
Você pertence a uma parte muito importante da minha vida, e que não vou esquecer nunca.
Há muito não tenho uma surpresa tão boa.
Obrigado por não me esquecer. Quero que me fale mais sobre você, tá bom?
Um abraço.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Extravios

O que pode ser recuperado?
Eis a questão!!!!
Talvez tenhamos uma chance de recuperar o que perdemos quando descobrimos  nossas próprias verdades, aquelas, as mais íntimas, que às vezes temos medo de confessá-las a nós mesmos. Aquilo que realmente desejamos.
É quando fazemos com a verdade de nossos corações. Assim, talvez a gente possa realmente tocar o outro e a nós mesmos.
Eis um caminho ...
Eu estou bem, às vezes não fico tão bem ...
Ás vezes rio, às vezes choro ... Sou meio bipolar!!! rs
Mas, estou sempre lá, com a cara e a coragem.
Outro dia, li a carta que vc não recebeu ... algumas coisas eu já te disse.
Mas, achei graça, porque me lembrei que quase mandei  uma surpresa junto, que tinha preparado para um outro momento, que nunca aconteceu...
Ia ser engraçado isso parar nas mãos de terceiros ... rs
Beijos, Ana.

Feliz aniversário

Olá gata.
Hoje é dia de festa, hein? Queria te desejar tudo de melhor ao vivo, mas... fico aqui com você na minha mente, vagando sem destino, mais no incômodo que na paz.
Voce é uma "diaba" boa. Espero que voce tenha tudo o que possa ser traduzido em paz e que ela não lhe falte no dia-a-dia.
Eu realmente amo voce, embora de uma maneira tão particular que nem mesmo eu saiba explicar, apenas sentir, nem mesmo compartilhar. Seja sempre muito feliz na totalidade da sua existencia.
Beijos.

Mulher analisada: assexuada?

Ana,
Ando pensando sobre isso do ponto de vista teórico. A psicanálise, com essa coisa do reforço do "eu", faz com que a pessoa se dimensione numa posição de superioridade. Desta forma o ego passa a ser sintônico demais: "eu sou o todo completo". Pára de se ter a falta, o que lhe cabe mas que não é de posse: o falo, aquilo que é um desejo. Perde-se a pulsão sexual.

Os lacanianos dizem que boca e ânus é a mesma coisa: "são apenas parte de um tubo". Desta forma, as mulhres que são ou se dizem "muito analisadas" tornam-se assexuadas. Do contrário, você que é o desejo, busca no outro o que te falta. É pele, boca, coxa, peito, nádegas e toda a diferença que isso implica. Desta forma, você não limita o seu desejo sexual. Pelo contrário, se torna um furacão sexual, uma raridade nesse meio.

Contentamento descontente

Ana,
Eu sinto a mesma coisa. Sempre. Penso em você da forma mais bonita e confortável. Minha referência feminina sempre vai ser você. Sinto saudade também e parece que te vi ontem. Meu silêncio é genérico e poucas são situações ou motivos que me privam dele, infelizmente. Ando muito triste e o melhor é não dividir isso com ninguém por hora. Assim penso e assim prefiro. Onde quer que eu vá, eu vou com você...te amo.

Você é uma das poucas e selecionáveis pessoas da minha vida que são tão belas e singulares. Eu não te esqueço e sei que nunca vou te esquecer e eu te amo também. É um sentimento que não sei explicar e que em muitas vezes me imobiliza, como num paradoxo. Minha vida continua ruim sem qualquer sentido afetivo.

Ao mesmo tempo que te quero eu me excluo, me alieno. Não é assim pessoal. Não tenho me sentido melhor com qualquer pessoa. Me sinto um saco. Estou um saco, enfim. Também quero te ver e isso me gera um senso de responsabilidade enorme. As vezes sinto que só te causo sofrimento e me afasto. Como se eu também fosse o dono do seu sentimento. Eu sei que você quer um filho mas sei que você também quer um homem seu. Daí eu me pergunto: " eu consigo ser o homem dela?" Também sofro com esse meu amor e essa nossa virtualidade complica isso ainda mais. Por hora saiba que te amo muito. Beijos.

Meu oito, o número perfeito

Oi gata,
Já nem sei como iniciar uma conversa contigo e isso é uma sensação muito ruim. Cobro-me muito em relação a isso mas também não me esforço para mudar tal situação. Não sei explicar o porquê. Eu sempre penso em você de forma recorrente. Não tenho qualquer dúvida da sua importância na minha vida em toda a sua temporalidade. Mas me pego sem qualquer iniciativa e volto de novo para o "meu oito", o número perfeito, sem começo, sem fim. Dando voltas e voltas... É difícil entender nossos desencontros, a nossa "incompatibilidade" no se encontrar. Vai entender. Pensei em você no natal e sei que vou pensar em você no seu aniversário e no ano novo e no ano que vem. Só não sei o que fazer com isso. Tem sido difícil falar e isso alimenta toda a minha ausência. Ótimo natal e tudo de melhor no ano que vem. Beijo.

Aprender a viver é que é o viver mesmo

Ana,
É claro que eu me lembro de você. Como haveria de me esquecer?
Acho que a última vez que nos vimos foi na Faculdade, você ainda caloura. Faz bastante tempo, né?! Pelo seu retrato na rede social nem parece tanto assim, continua muito bonita. Espero que esteja feliz com a vida e com os caminhos que ela tem lhe propiciado.
Além daquele encomendado durante aquele período, tenho mais  dois filhos.  Não me imaginava casado nem por um ano e vou caminhando ... A vida é isso... Quase sempre a gente constrói o que não imagina e vice-versa. O Guimarães Rosa diz que "aprender a viver é que é o viver mesmo." Concordo com ele nisso e em mais uma porção de coisas.
E você? Com toda esta beleza da foto e a delicadeza que lhe era marcante aos dezoito anos (espero que a tenha mantido), não se casou por quê? Não tem vontade, tem medo, não encontrou ainda o privilegiado, ou o casamento nem passa pela sua cabeça, a vida está ótima assim?!
Bem... Acho prudente não associar você à minha rede social. Minha mulher sabe que eu estava apaixonado por uma colega da faculdade quando nos casamos. Ver você pode significar para ela um sofrimento ao qual eu não quero submetê-la. Espero que você compreenda.. 
Se puder, mande-me mais notícias suas, sobre o trabalho... onde está morando... enfim, sobre a vida.
Grande abraço.

Non amo le separazioni

Ciao Ana,

Ho letto la tua lettera e devo dire che non mi ha sorpreso la tua reazione. Penso che tu abbia scritto le tue emozioni e forse anche le tue sensazioni, e l?abbia fatto con sincerità.
Per questo io cercherò di fare altrettanto.

[…]
Ognuno è libero di pensare quello che crede, ma la ragione è un?altra. Non credo sia corretto, almeno dal mio punto di vista alimentare illusioni che hanno scarse possibilità di diventare realtà, e soprattutto non amo le sofferenze che derivano dai distacchi, dalle partenze; quando due persone si salutano rimandando ad una data indefinita il momento in cui si troveranno nuovamente.
Un continente ci separa ed un milione di difficoltà rendono improbabile nuovi incontri. A volte occorre assumersi delle responsabilità ed io assumo le mie, anche quando questo significa provocare reazioni dure come quella che hai avuto tu.

Ma a questo punto vorrei porre qualche interrogativo. Ma pensi veramente che se avessi voluto sparire ti avrei scritto, avrei spedito un regalo, per quanto di scarso valore? Il valore dei CD è nullo, ma mettere insieme i brani di tango che mi sembrano più interessanti ed evocativi è l?indicazione  che pensi ad una persona, e provi, dico provi, a suscitare in lei delle emozioni che nascono dal sentire un brano, e dal cercare di trasferire emozioni forti. Non credi che avrei potuto utilizzare i 10.000 km che ci separano per non farmi più sentire, semplicemente per sparire? Non credi che avrei potuto non dire nulla del mio viaggio in Brasile? Forse saresti venuta a conoscenza del viaggio ma una persona che vuole sparire non si fa di questi problemi.


Non amo le separazioni ed il dolore che questo causa, soprattutto non amo le separazioni che hanno entimenti forti. In questo ognuno di noi deve assumersi delle responsabilità.

Mi hai scritto che sei stata una ?babbiona?, perché hai creduto nella sincerità delle mie parole per poi trovarti delusa. Io non penso che tu sia una babbiona, non penso che tu sia stata ingenua per aver creduto ad un sogno impossibile; credo che tu abbia guardato la vita con tenerezza, con molta tenerezza, e spero che questa qualità tu non la abbandoni mai.

A questo si aggiunge il fatto che per me questi mesi non stati facili. Tu non potevi saperlo, ovviamente. Ma prima di tirare delle conclusioni negative, concedi qualche chance. Questo significa che dietro comportamenti apparentemente negativi ci sono delle ragioni, delle buone ragioni che ho cercato di spiegarti. Ora tocca te decidere non di essere d?accordo con il mio modo di vedere la vita, ma almeno di sforzarsi di capirle. Ognuno dopo la mia partenza a giugno è tornato nel suo mondo con le sue gioie e le sue fatiche. E la distanza non aiuta a comprenderle.

Um abrazo.

Questo c?era scritto nel messaggio che ti ho mandato con i CD.

Les rues de la cité

Salut Pietro,
Ça va?
Je suis triste avec toi. Je ne comprends pas pourquoi tu ne me réponds pas!!! ?
Il y a quelque problème que nous soyons amis?
Pietro ne s'effarouches pas. J' aime, simplement, écrire/ parler  tout le que Je sens.
Je pense que c'est beaucoup important. Il fait  bien à moi m' exprimer. Je pense que tout le que on vis de bon, il doit et il vaut persister/demeurer. Ce devient la nôtre vie plus riche et meilleure.
Je continue à garder un souvenir beaucoup affectueux de toi; bien que je continue, sans doute, à suivre ma vie.
Cette soir, j'ai rêvé avec toi; j'ai rêvé que j' étais à Torino, mais je ne le trouvais pas....
Aujourd'hui, spécialement,  je suis un peu mélancolique, triste. Mais, je vais déjà  rester bien.
Je voudrais que tu me répondisses. Ça va? S' il te plaît! C' est possible???
La nuit dernière, j'ai rêvé avec toi; j'ai rêvé que j' étais à Torino, mais je ne le trouvais pas.... Je marchais par les rues de la cité, sans réussite.
Pardon par  mes erreurs de français, et par la insistance, aussi.
Je t' embrasse,
Bises, Ana.

Ganhos e perdas

Seu mundo era tão menor
Quando éramos três
Seu mundo era tão menor
Com tanta ausência
Seu mundo era tão meu

De tão menor, fazia-me sentir
Tão acolhida e necessária
Fazia o meu parecer tão grande
Seu mundo era tão meu

Seu mundo é tão maior
Nesta imensidão, faz-me
Tão perdida dentro dele
Faz-me parecer tão pequena
Meu mundo é tão menor
Meu mundo é tão seu...
(Luciana Martins)

sábado, 15 de outubro de 2011

O Poeta e a poesia


Ah, intrigante ofício esse dos poetas! E por que não dizer ingrato!
Lidar com as palavras que transcendem à sua vã racionalidade!
Elas, as palavras, escapam-lhe de todo o sentido pressuposto.
Revelam-se por si mesmas em uma ousada autonomia

Ao se desvencilharem de qualquer clausura semântica ...
Elas ganham o mundo e dizem, simplesmente, o que querem dizer ...
Iludem-se aqueles que lhes demandam propriedade.

Não há posse possível!
Ah, pobres poetas...

(Luciana Martins)

O que te move?

Quando você pensa que já fez tudo e sente que é hora de partir
Às vezes, a vida te puxa e mostra que há algo mais por fazer ...
(Luciana Martins)


sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Encontros e partidas

Te vejo borboletando entre as belas flores
Com suas bárbaras formas e cores
Idealizando os seus sabores
Ao cobiçar os seus frescores

Te vejo ensaiando  vôos rasantes...
Eu, então, te digo: se queres ir, vá!
Mas, observe o quanto de ilusões você pode suportar
E o quanto de ilusões você dispõe para o seu sustento

Espinhos sempre hão de existir!
Isso torna a vida mais laboriosa
Com esta arte nos tornamos mais plenos!

Do contrário, de ilusão também se vive...
(Luciana Martins)


O essencial é saber ver

O amor carece de uma dose de admiração
Mas se isso exige anular os defeitos ou meras singularidades
Ele padece de embriaguez
Caeiro bem o disse: "o essencial é saber ver” ...
(Luciana Martins)

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Sobre parceirias e coexistências


As parcerias são mesmo essenciais em nosso devir
Algumas delas tão fecundas quanto genuinamente marcadas pela coragem e o dom de coexistir.
(Luciana Martins)

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Tempo de bonança

E a vida segue os seus ciclos.
É tempo de bonança, navegar é preciso.
Correndo para a vida, acordada para as rebentações.
De olho no que a maré vai trazer para mim ...
Esperando, a cada dia, por um beautiful day!
(Luciana Martins)

domingo, 11 de setembro de 2011

Morte e Vida

Algumas coisas nos parecem mágicas ou transcendentes
Ao sobreviverem às intempéries das perdas e ganhos
Ainda que o terreno se mostre árido
Eis que renasce sempre a vida, o amor
Contrariando a suposta morte
Ao se reafirmar no desejo de cumprir sua função de amar …
(Luciana Martins)

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Mulher(es) de Holanda

 "Preciso não dormir
 Até se consumar
 O tempo da gente.
 Preciso conduzir
 Um tempo de te amar,
 Te amando devagar e urgentemente.
 Pretendo descobrir
 No último momento
 Um tempo que refaz o que desfez,
 Que recolhe todo sentimento
 E bota no corpo uma outra vez.
 Prometo te querer
 Até o amor cair
 Doente, doente...
 Prefiro, então, partir
 A tempo de poder
 A gente se desvencilhar da gente.
 Depois de te perder,
 Te encontro, com certeza,
 Talvez num tempo da delicadeza,
 Onde não diremos nada;
 Nada aconteceu.
 Apenas seguirei
 Como encantado ao lado teu".
 (Todo o sentimento, Chico Buarque).

sábado, 11 de junho de 2011

Amores serão sempre amáveis

“Amores serão sempre amáveis”... O amor, sem dúvida, reverbera, transcende ao ato de amar dos amantes e, certamente, a eles próprios ... Chico, nesta música, Futuros Amantes, segundo ele mesmo, fala do "amor adiado, aquele que fica pra sempre… a idéia do amor que existe como algo que pode ser aproveitado mais tarde, que não se desperdiça… passa-se o tempo, passam-se milênios, e aquele amor vai ficar até debaixo d’água, e vai ser usado por outras pessoas, amor que não foi utilizado, porque não foi correspondido, então ele fica impar, pairando, esperando que alguém apanhe e complete a sua função de amor" … Então, para completar a sua função, aquilo que o legitima, que o torna real, significa que ele não basta a si mesmo, pressupondo, sempre, o inadiável, o encontro ...

Futuros Amantes (Chico Buarque)

(Van Gogh)
 "Não se afobe, não
 Que nada é pra já
 O amor não tem pressa
 Ele pode esperar em silêncio
 Num fundo de armário
 Na posta-restante
 Milênios, milênios
 No ar
 E quem sabe, então
 O Rio será
 Alguma cidade submersa
 Os escafandristas virão
 Explorar sua casa
 Seu quarto, suas coisas
 Sua alma, desvãos
 Sábios em vão
 Tentarão decifrar
 O eco de antigas palavras
 Fragmentos de cartas, poemas
 Mentiras, retratos
 Vestígios de estranha civilização
 Não se afobe, não
 Que nada é pra já
 Amores serão sempre amáveis
 Futuros amantes, quiçá
 Se amarão sem saber
 Com o amor que eu um dia
 Deixei pra você"

domingo, 5 de junho de 2011

A magia do encontro real

"Um dia ele chegou tão diferente do seu jeito de sempre chegar
Olhou-a dum jeito muito mais quente do que sempre costumava olhar
E não maldisse a vida tanto quanto era seu jeito de sempre falar
E nem deixou-a só num canto, pra seu grande espanto convidou-a pra rodar
Então ela se fez bonita como há muito tempo não queria ousar
Com seu vestido decotado cheirando a guardado de tanto esperar
Depois os dois deram-se os braços como há muito tempo não se usava dar
E cheios de ternura e graça foram para a praça e começaram a se abraçar
E ali dançaram tanta dança que a vizinhança toda despertou
E foi tanta felicidade que toda a cidade enfim se iluminou
E foram tantos beijos loucos
Tantos gritos roucos como não se ouvia mais
Que o mundo compreendeu
E o dia amanheceu
Em paz."
(VALSINHA - Vinicius de Moraes - Chico Buarque 1970)

domingo, 22 de maio de 2011

Parole, parole

A palavra liberta, reivindica, transborda ... Não cabe em si, havendo algo de transcendente e irreconciliável. Invade os meandros intersticiais, em busca de um alvo certo. Transforma, quando não manipula ou fere de morte os mais sensíveis ao seu poder. Sob essa luz, nutre, cura, revela, seduz ... Possibilita ser em ato, especialmente quando encontra a acolhida face às angústias que suscita, funcionando como um afago tal como um cobertor quente em noite fria. Viabiliza, pois, o encontro na arte de expressão e tessitura de sentidos. Mas, não sem riscos. Há sempre um ônus frente ao que a palavra desnuda, ainda que pareça ingênua quando pousa e repousa após suas batidas borboletantes em infinitos e corajosos vôos. Lispector que o diga: "A palavra é o meu domínio sobre o mundo". Ah! Sábias palavras ... Claro, é Clarice!
(Luciana Martins)

Vulnerabilidade humana. Com a palavra, Quintana:

"Da vez primeira que me assassinaram
Perdi um jeito de sorrir que eu tinha ...
Depois, de cada vez que me mataram,
Foram levando qualquer coisa minha ...

E hoje, dos meus cadáveres, eu sou
O mais desnudo, o que não tem mais nada ...
Arde um toco de vela, amarelada ...
Como o único bem que me ficou!

Vinde, corvos, chacais, ladrões da estrada!
Ah! Desta mão, avaramente adnunca,
Ninguém há de arrancar-me a luz sagrada!

Aves da noite! Asas do Horror! Voejai!
Que a luz, trêmula e triste como um ai,
A luz do morto não se apaga nunca!"
(Mario Quintana)

domingo, 3 de abril de 2011

Ser-tão

Eu sou do norte, quem comigo pode?
Eu sou da lida, quem comigo fia?
Eu sou amiga, pronta à travessia,
com a poesia, que brota desses Gerais!
Eu sigo faceira, feito mulher rendeira.
À espera do guia, para iluminar o meu dia.
Eu sou mulata, não trago ouro nem prata.
Eu sou do mundo, sem um mistério profundo.
Eu sou ardente, vem comigo pra frente?
Pra lá do norte, deixando o curral das mortes!
Seguindo o rio, onde deságua o meu cio.
Eu quero a sorte de sempre voltar para o norte!
(Luciana Martins)

Quimeras

Ai de mim, que venho no vento, cansada do tempo, sedenta de um porto, impedida de um pouso ...

Ai de mim, que vivo na beira, margeando o lago, esperando um artefato p'ra passar para o teu lado.
Um largo espaço, junto do teu braço e, neste compasso, façamos um pacto.
Que seja de  bom grado, com um certo cuidado, em torno do quadro.
De noite e de dia, que eu ganhe um nome, mais que um codinome, envolto em um laço, feito um abraço!
Em tempos de maio ... Ai de mim!
(Luciana Martins)

sábado, 2 de abril de 2011

Mural dos desejos

(Van Gogh)
 Há quem diga que tudo passa...
A vida, esta não passamos a limpo, posto que não é rascunho, é “acontecência”, diria V. Guimarães Rosa.
Há, portanto, marcas que são indeléveis ... nos atingem na alma!
Então, muita coisa aí nos cabe e, por vezes, deixamos-na ao vento, à sorte, feliz ou não, do outro.
Riobaldo, em sua saga rosiana, já dizia: “Dói sempre na gente, alguma vez, todo amor achável, que algum dia se desprezou” ...
Assim, giram as estações e o tempo segue seu curso, toma o seu rumo, cumpre seus ciclos.
Caem as folhas e mudam-se os ares, os cheiros, ora secos, ora molhados.
Fecham-se as feridas, abrem-se outras, algumas alhures, outras no mesmo lugar.
Renovam-se as cenas, os gostos, as crenças. Renasce a esperança...
Tranqüilidade aparente, sossego ilusório.
Ao som de um único acorde, ante uma só nuance, um fio de reminiscência, tudo se funde e se presentifica numa explosão de sentidos.
Tudo continua lá e nada se curva. Disso, não há como fugir.
Tanto nos parecerá prazeroso ou doloroso, quanto fomos, outrora, capazes de ser e de fazer, o que muito influi sobre o que somos e o que viremos a ser ...
Melhor, então, é acreditarmos que algumas coisas não custam nada e valem muito!
E, aí, nem mega-grandiosos, nem medíocres, humanos, simplesmente, humanos!
(Luciana Martins)

Flores para Chica


Chica, quantos sabores me trazem a tua lembrança. Tão quente e saborosa, quanto as guloseimas de sua produção. Cozinha farta de amor e dedicação! 
Doce Lembrança! Forte, feliz, presente, sempre. Tanto quanto tudo o que me destes ao longo de nossa tão compartilhada existência. Ricas vivências, de nada em vão!
Em meio aos temperos, fica para mim o segredo que é a arte de amar, refletida no saber cozinhar. Assim, quando me aventuro, seguindo o teu rumo, sinto tua presença a me iluminar. Após tantas iguarias, busco nas especiarias um caminho para te encontrar. 
Amor vivido aos montes, tal como um belo horizonte, diante do pomar. Amor singular! Amor de alma, amor de Vó, em sua escancarada predileção.
Quanta doação!
Herança bendita, com tantos ditos e admiração. Fonte de inspiração! Mulher simples, altiva, de grande determinação. Elegância na fita, sobretudo na ação. Mulher sábia, de fibra, de estimada devoção. Quanta lição!
Cenas de uma vida vivida em comunhão.
Chica, no seu posto de rainha, lambendo a criação.
Nos ensinando que a vida, só tem sentido na via da interação.
Quanta união!

Chica, ah, Chica ...  matriarca, amada, trago-lhe flores no jardim do coração!

(Luciana Martins)

Baú das existências

No baú das existências, produzimos nossas essências. Quimeras de uma vida sempre em construção. Capturados pelos enigmas do desconhecido, do inusitado, do insondável de nós mesmos, vemo-nos, frequentemente, diante do indizível, do extraordinário, daquilo que tanto nos assombra, quanto nos instiga. De outro ponto, somos flagrados pelo familiar, o comum do cotidiano que, em sua rotina, nos traz desgastes os quais nos levam ao vazio da inquietante acomodação. Bem ou mal, vivemos, continuamente, sob a ameaça do Ser para não cairmos na mera expectação. Coragem!
(Luciana Martins)