"Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa. Não altera em nada... Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas. A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro"... (Clarice Lispector)

Quem sou eu

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Quem eu sou? Não sou! Estou sendo, buscando, fazendo, estreando, encerrando, errando, reiniciando, ressignificando, desejando sempre mais... Acontecências! Ato, letargia, movimento, inspiração ... Em busca das essências no baú das minhas quimeras existências! Acont-essências! Dentre tudo aquilo que me constitui, vou construindo minha identidade, sempre metamorfoseada, a partir de tudo o que me marca em minha totalidade, em nada redutível, enquanto pessoa, mulher, cidadã, psicóloga, professora, aspirante a escritora ... Enfim, enquanto gente face a tudo o que diz das minhas, das nossas vivências. Gente que gosta de gente e que está sempre às voltas com as vicissitudes do humano! Acont-essências!

Atalho do Facebook

No baú das existências, produzimos nossas essências. Quimeras de uma vida sempre em construção. Capturados pelos enigmas do desconhecido, do inusitado, do insondável de nós mesmos, vemo-nos, frequentemente, diante do indizível, do extraordinário, daquilo que tanto nos assombra, quanto nos instiga. De outro ponto, somos flagrados pelo familiar, o comum do cotidiano que, em sua rotina, nos traz desgastes os quais nos levam ao vazio da inquietante acomodação. Bem ou mal, vivemos, continuamente, sob a ameaça do Ser para não cairmos na mera expectação. Coragem!







Boas-vindas!

Sejam todos bem-vindos a este despretensioso mundinho literário, um cantinho para a produção de sentidos face às nossas vivências humanas! (Ainda em construção)















Aconchego: para um bom papo, regado a um bom café, quiçá a um ótimo vinho

Aconchego: para um bom papo, regado a um bom café, quiçá a um ótimo vinho
"Não basta abrir as janelas para ver os campos e o rio.
Não é bastante não ser cego para ver as àrvores e as flores. Para ver as árvores e as flores é preciso também não ter filosofia nenhuma.
Procuro despir-me do que aprendi.
Procuro esquecer-me do modo de lembrar que me ensinaram,
E raspar a tinta com que me pintaram os sentidos,
Desencaixotar as minhas emoções verdadeiras, desembrulhar-me e ser eu...
O essencial é saber ver".
(Alberto Caeiro).



domingo, 30 de outubro de 2011

O amor não é substantivo, é verbo!

"Dói sempre na gente, alguma vez, todo amor achável, que algum dia se desprezou..."

Ana, ver seu recado significou para mim alguma coisa parecida com as palavras do "Riobaldo" transcritas aí, desde que coloquemos o verbo "desprezar" entre aspas. Foi uma grande dor. Não consegui dormir bem de domingo para segunda. Tive poucas namoradas, mas sempre me relacionei com muita intensidade. Todas as minhas paixões tiveram início, meio e fim, foram ciclos que se fecharam. Exceto com você.

Acho que fiz a escolha correta (desde que se faça distinção entre certeza e correção). Quero compartilhar com você algumas coisas que aprendi nesses quase dezessete anos que nos separam (aliás, um poeta, conhecido meu, ao estudar os movimentos celulares, descobriu que "distância é o que liga e não o que separa" - lindo!).

A vida, de fato, tem dessas coisas, é cheia de acasos - que é o que você chama acima de 'encontro' ou que está amalgamado (com o perdão do neologismo) no verbo 'rolar'. O Guimarães Rosa diz assim: "A vida inventa! A gente principia as coisas, no não saber por que, e desde aí perde o poder de continuação - porque a vida é mutirão de todos, por todos remexida e temperada."

Esta sujeição às descontinuidades opera no sentido contrário de nossa mente, que é (ou tenta ser) lógica e ordenadora. Isto é um belo convite à loucura (não é preciso ler, necessariamente, o "Grande Sertão: Veredas" para entender que "todo mundo é louco".)

Bem... Mas o que quero dizer é sobre o amor. Hoje, caminhando para os quarenta anos, penso que o amor não seja um acaso... um encontro... e não depende de 'rolar'. O amor está na categoria do que você chamou de "movimento"... "processo", ou seja, ele é verbo e não substantivo. O amor substantivo é idealizado e só pode advir de alguma intervenção miraculosa. Como verbo sua construção depende apenas daquele que ama e nesse movimento os acasos (encontros/milagres) deixam de representar o fundamento e passam a ser apenas o colorido.

(Não quero fazer nenhum proselitismo religioso, mas é muito interessante a forma de São João se referir a Deus e a Jesus Cristo. Em algum ponto, não sei se no evangelho ou em uma de suas epístolas ele escreve que "Deus é amor". Na abertura de seu evangelho diz que "No princípio era o Verbo, o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus." Se fizermos a interseção entre estas duas passagens, e considerarmos a premissa do livro do Gênesis de que o homem foi criado à imagem e semelhança de Deus, temos então uma outra forma de compreender o amor como verbo e não como substantivo. Esta é uma maneira diferente de dizer as coisas que eu disse no parágrafo anterior. Mas obviamente, dependerá da fé.)

Olha! Não sei se ajudo ou se atrapalho com estas ponderações. Recorro de novo ao Guimarães Rosa: "O mal ou o bem, estão é em quem faz; não é no efeito que dão."

Eu temo que as pessoas estejam se perdendo no substantivo, como eu estive durante muito tempo. Um dia, minha mulher me disse que estava se separando de mim porque não me amava mais e que estaria indo morar no exterior. Foi um choque terrível. Fui morar sozinho e alguém me sugeriu que eu tocasse a vida em frente e que momentaneamente recorresse ao uso de anti-depressivos, já que eu estava em frangalhos emocionalmente. Não fiz nem uma coisa nem outra, mergulhei no processo com todas as minhas forças. Foi aí que descobri que minha mulher havia construído o amor como verbo, e eu, por culpá-la de haver interrompido o correr livre de minha vida, ainda estava em busca do substantivo.

Graças a Deus pude entender também que eu havia construído o verbo, mas que estava sonegando de mim, e dela, esta construção. Nesse momento nasceu o meu casamento e morreu a ilusão. Agradeço a Deus também a possibilidade de retomar a nossa vida conjunta. Poderia ter sido diferente e eu me culparia pelo resto da vida.

Enfim... É isto o que eu queria lhe dizer após fazer uma leitura integral (racional + emocional) do que você me conta no seu e-mail. Eu lhe quero muito bem e isto também é amor (aliás os gregos têm três metáforas para este nosso substantivo: 'eros', 'philos' e 'ágape'. Eu acho que são três construções distintas de um movimento semelhante, então verbo). Penso que a interatividade integral com estas três metáforas, ou melhor, o exercício (ou movimento) destes três verbos, seja o fundamento daquilo que chamamos de "espiritualidade". O resto é alegoria e adereços.
Grande abraço e tudo de bom!

Vicissitudes do humano




Eu só sei de uma coisa
Que é a verdade do meu coração e que transcende a qualquer conceito
Sobre o que é falso ou verdadeiro no amor, na sua simplicidade
Nada mais genuino do que aquele que tem sido vivido, o qual tem sido a ti ofertado
Colocar isso em dúvida, me dói na alma
Está acima de tudo, existe e persiste por si
De resto, perdoe-me
São apenas as vicissitudes do humano ...
(Luciana Martins)

Amor e vulnerabilidade




Reconhecendo nossa própria vulnerabilidade
Nos tornamos mais tolerantes com a vulnerabilidade do outro
O que exige, ao mesmo tempo, um saber de si e um sair de si
Ou, simplesmente, uma disponibilidade para o amor ...
(Luciana Martins)

Toda demanda é de amor




Queremos todos as mesmas coisas, valorizamos as mesmas coisas, sofremos pelas mesmas coisas...
Mas, de algum modo, parece que a medida de todas as coisas acaba sendo a do próprio desejo, o qual, muitas vezes, não suporta o do outro.
Na dinâmica do humano, às vezes, aquilo que é demandado é o que, em contrapartida, é rechaçado vindo do outro.
Reconhecimento do desejo, desejo de reconhecimento, reconhecimento do outro constituem aí algumas das querelas da vida em relação ...
No final das contas, o que queremos todos é nos sentirmos amados.
Afinal " toda demanda é de amor" ...
(Luciana Martins)

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Uma boa surpresa

Oi Ana,
Fiquei muito feliz em receber sua mensagem.
Eu estou bem, graças a Deus. A família está ok. Você não imagina como é bom saber que você ainda se lembra de mim.
Você pertence a uma parte muito importante da minha vida, e que não vou esquecer nunca.
Há muito não tenho uma surpresa tão boa.
Obrigado por não me esquecer. Quero que me fale mais sobre você, tá bom?
Um abraço.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Extravios

O que pode ser recuperado?
Eis a questão!!!!
Talvez tenhamos uma chance de recuperar o que perdemos quando descobrimos  nossas próprias verdades, aquelas, as mais íntimas, que às vezes temos medo de confessá-las a nós mesmos. Aquilo que realmente desejamos.
É quando fazemos com a verdade de nossos corações. Assim, talvez a gente possa realmente tocar o outro e a nós mesmos.
Eis um caminho ...
Eu estou bem, às vezes não fico tão bem ...
Ás vezes rio, às vezes choro ... Sou meio bipolar!!! rs
Mas, estou sempre lá, com a cara e a coragem.
Outro dia, li a carta que vc não recebeu ... algumas coisas eu já te disse.
Mas, achei graça, porque me lembrei que quase mandei  uma surpresa junto, que tinha preparado para um outro momento, que nunca aconteceu...
Ia ser engraçado isso parar nas mãos de terceiros ... rs
Beijos, Ana.

Feliz aniversário

Olá gata.
Hoje é dia de festa, hein? Queria te desejar tudo de melhor ao vivo, mas... fico aqui com você na minha mente, vagando sem destino, mais no incômodo que na paz.
Voce é uma "diaba" boa. Espero que voce tenha tudo o que possa ser traduzido em paz e que ela não lhe falte no dia-a-dia.
Eu realmente amo voce, embora de uma maneira tão particular que nem mesmo eu saiba explicar, apenas sentir, nem mesmo compartilhar. Seja sempre muito feliz na totalidade da sua existencia.
Beijos.

Mulher analisada: assexuada?

Ana,
Ando pensando sobre isso do ponto de vista teórico. A psicanálise, com essa coisa do reforço do "eu", faz com que a pessoa se dimensione numa posição de superioridade. Desta forma o ego passa a ser sintônico demais: "eu sou o todo completo". Pára de se ter a falta, o que lhe cabe mas que não é de posse: o falo, aquilo que é um desejo. Perde-se a pulsão sexual.

Os lacanianos dizem que boca e ânus é a mesma coisa: "são apenas parte de um tubo". Desta forma, as mulhres que são ou se dizem "muito analisadas" tornam-se assexuadas. Do contrário, você que é o desejo, busca no outro o que te falta. É pele, boca, coxa, peito, nádegas e toda a diferença que isso implica. Desta forma, você não limita o seu desejo sexual. Pelo contrário, se torna um furacão sexual, uma raridade nesse meio.

Contentamento descontente

Ana,
Eu sinto a mesma coisa. Sempre. Penso em você da forma mais bonita e confortável. Minha referência feminina sempre vai ser você. Sinto saudade também e parece que te vi ontem. Meu silêncio é genérico e poucas são situações ou motivos que me privam dele, infelizmente. Ando muito triste e o melhor é não dividir isso com ninguém por hora. Assim penso e assim prefiro. Onde quer que eu vá, eu vou com você...te amo.

Você é uma das poucas e selecionáveis pessoas da minha vida que são tão belas e singulares. Eu não te esqueço e sei que nunca vou te esquecer e eu te amo também. É um sentimento que não sei explicar e que em muitas vezes me imobiliza, como num paradoxo. Minha vida continua ruim sem qualquer sentido afetivo.

Ao mesmo tempo que te quero eu me excluo, me alieno. Não é assim pessoal. Não tenho me sentido melhor com qualquer pessoa. Me sinto um saco. Estou um saco, enfim. Também quero te ver e isso me gera um senso de responsabilidade enorme. As vezes sinto que só te causo sofrimento e me afasto. Como se eu também fosse o dono do seu sentimento. Eu sei que você quer um filho mas sei que você também quer um homem seu. Daí eu me pergunto: " eu consigo ser o homem dela?" Também sofro com esse meu amor e essa nossa virtualidade complica isso ainda mais. Por hora saiba que te amo muito. Beijos.

Meu oito, o número perfeito

Oi gata,
Já nem sei como iniciar uma conversa contigo e isso é uma sensação muito ruim. Cobro-me muito em relação a isso mas também não me esforço para mudar tal situação. Não sei explicar o porquê. Eu sempre penso em você de forma recorrente. Não tenho qualquer dúvida da sua importância na minha vida em toda a sua temporalidade. Mas me pego sem qualquer iniciativa e volto de novo para o "meu oito", o número perfeito, sem começo, sem fim. Dando voltas e voltas... É difícil entender nossos desencontros, a nossa "incompatibilidade" no se encontrar. Vai entender. Pensei em você no natal e sei que vou pensar em você no seu aniversário e no ano novo e no ano que vem. Só não sei o que fazer com isso. Tem sido difícil falar e isso alimenta toda a minha ausência. Ótimo natal e tudo de melhor no ano que vem. Beijo.

Aprender a viver é que é o viver mesmo

Ana,
É claro que eu me lembro de você. Como haveria de me esquecer?
Acho que a última vez que nos vimos foi na Faculdade, você ainda caloura. Faz bastante tempo, né?! Pelo seu retrato na rede social nem parece tanto assim, continua muito bonita. Espero que esteja feliz com a vida e com os caminhos que ela tem lhe propiciado.
Além daquele encomendado durante aquele período, tenho mais  dois filhos.  Não me imaginava casado nem por um ano e vou caminhando ... A vida é isso... Quase sempre a gente constrói o que não imagina e vice-versa. O Guimarães Rosa diz que "aprender a viver é que é o viver mesmo." Concordo com ele nisso e em mais uma porção de coisas.
E você? Com toda esta beleza da foto e a delicadeza que lhe era marcante aos dezoito anos (espero que a tenha mantido), não se casou por quê? Não tem vontade, tem medo, não encontrou ainda o privilegiado, ou o casamento nem passa pela sua cabeça, a vida está ótima assim?!
Bem... Acho prudente não associar você à minha rede social. Minha mulher sabe que eu estava apaixonado por uma colega da faculdade quando nos casamos. Ver você pode significar para ela um sofrimento ao qual eu não quero submetê-la. Espero que você compreenda.. 
Se puder, mande-me mais notícias suas, sobre o trabalho... onde está morando... enfim, sobre a vida.
Grande abraço.

Non amo le separazioni

Ciao Ana,

Ho letto la tua lettera e devo dire che non mi ha sorpreso la tua reazione. Penso che tu abbia scritto le tue emozioni e forse anche le tue sensazioni, e l?abbia fatto con sincerità.
Per questo io cercherò di fare altrettanto.

[…]
Ognuno è libero di pensare quello che crede, ma la ragione è un?altra. Non credo sia corretto, almeno dal mio punto di vista alimentare illusioni che hanno scarse possibilità di diventare realtà, e soprattutto non amo le sofferenze che derivano dai distacchi, dalle partenze; quando due persone si salutano rimandando ad una data indefinita il momento in cui si troveranno nuovamente.
Un continente ci separa ed un milione di difficoltà rendono improbabile nuovi incontri. A volte occorre assumersi delle responsabilità ed io assumo le mie, anche quando questo significa provocare reazioni dure come quella che hai avuto tu.

Ma a questo punto vorrei porre qualche interrogativo. Ma pensi veramente che se avessi voluto sparire ti avrei scritto, avrei spedito un regalo, per quanto di scarso valore? Il valore dei CD è nullo, ma mettere insieme i brani di tango che mi sembrano più interessanti ed evocativi è l?indicazione  che pensi ad una persona, e provi, dico provi, a suscitare in lei delle emozioni che nascono dal sentire un brano, e dal cercare di trasferire emozioni forti. Non credi che avrei potuto utilizzare i 10.000 km che ci separano per non farmi più sentire, semplicemente per sparire? Non credi che avrei potuto non dire nulla del mio viaggio in Brasile? Forse saresti venuta a conoscenza del viaggio ma una persona che vuole sparire non si fa di questi problemi.


Non amo le separazioni ed il dolore che questo causa, soprattutto non amo le separazioni che hanno entimenti forti. In questo ognuno di noi deve assumersi delle responsabilità.

Mi hai scritto che sei stata una ?babbiona?, perché hai creduto nella sincerità delle mie parole per poi trovarti delusa. Io non penso che tu sia una babbiona, non penso che tu sia stata ingenua per aver creduto ad un sogno impossibile; credo che tu abbia guardato la vita con tenerezza, con molta tenerezza, e spero che questa qualità tu non la abbandoni mai.

A questo si aggiunge il fatto che per me questi mesi non stati facili. Tu non potevi saperlo, ovviamente. Ma prima di tirare delle conclusioni negative, concedi qualche chance. Questo significa che dietro comportamenti apparentemente negativi ci sono delle ragioni, delle buone ragioni che ho cercato di spiegarti. Ora tocca te decidere non di essere d?accordo con il mio modo di vedere la vita, ma almeno di sforzarsi di capirle. Ognuno dopo la mia partenza a giugno è tornato nel suo mondo con le sue gioie e le sue fatiche. E la distanza non aiuta a comprenderle.

Um abrazo.

Questo c?era scritto nel messaggio che ti ho mandato con i CD.

Les rues de la cité

Salut Pietro,
Ça va?
Je suis triste avec toi. Je ne comprends pas pourquoi tu ne me réponds pas!!! ?
Il y a quelque problème que nous soyons amis?
Pietro ne s'effarouches pas. J' aime, simplement, écrire/ parler  tout le que Je sens.
Je pense que c'est beaucoup important. Il fait  bien à moi m' exprimer. Je pense que tout le que on vis de bon, il doit et il vaut persister/demeurer. Ce devient la nôtre vie plus riche et meilleure.
Je continue à garder un souvenir beaucoup affectueux de toi; bien que je continue, sans doute, à suivre ma vie.
Cette soir, j'ai rêvé avec toi; j'ai rêvé que j' étais à Torino, mais je ne le trouvais pas....
Aujourd'hui, spécialement,  je suis un peu mélancolique, triste. Mais, je vais déjà  rester bien.
Je voudrais que tu me répondisses. Ça va? S' il te plaît! C' est possible???
La nuit dernière, j'ai rêvé avec toi; j'ai rêvé que j' étais à Torino, mais je ne le trouvais pas.... Je marchais par les rues de la cité, sans réussite.
Pardon par  mes erreurs de français, et par la insistance, aussi.
Je t' embrasse,
Bises, Ana.

Ganhos e perdas

Seu mundo era tão menor
Quando éramos três
Seu mundo era tão menor
Com tanta ausência
Seu mundo era tão meu

De tão menor, fazia-me sentir
Tão acolhida e necessária
Fazia o meu parecer tão grande
Seu mundo era tão meu

Seu mundo é tão maior
Nesta imensidão, faz-me
Tão perdida dentro dele
Faz-me parecer tão pequena
Meu mundo é tão menor
Meu mundo é tão seu...
(Luciana Martins)

sábado, 15 de outubro de 2011

O Poeta e a poesia


Ah, intrigante ofício esse dos poetas! E por que não dizer ingrato!
Lidar com as palavras que transcendem à sua vã racionalidade!
Elas, as palavras, escapam-lhe de todo o sentido pressuposto.
Revelam-se por si mesmas em uma ousada autonomia

Ao se desvencilharem de qualquer clausura semântica ...
Elas ganham o mundo e dizem, simplesmente, o que querem dizer ...
Iludem-se aqueles que lhes demandam propriedade.

Não há posse possível!
Ah, pobres poetas...

(Luciana Martins)

O que te move?

Quando você pensa que já fez tudo e sente que é hora de partir
Às vezes, a vida te puxa e mostra que há algo mais por fazer ...
(Luciana Martins)


sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Encontros e partidas

Te vejo borboletando entre as belas flores
Com suas bárbaras formas e cores
Idealizando os seus sabores
Ao cobiçar os seus frescores

Te vejo ensaiando  vôos rasantes...
Eu, então, te digo: se queres ir, vá!
Mas, observe o quanto de ilusões você pode suportar
E o quanto de ilusões você dispõe para o seu sustento

Espinhos sempre hão de existir!
Isso torna a vida mais laboriosa
Com esta arte nos tornamos mais plenos!

Do contrário, de ilusão também se vive...
(Luciana Martins)


O essencial é saber ver

O amor carece de uma dose de admiração
Mas se isso exige anular os defeitos ou meras singularidades
Ele padece de embriaguez
Caeiro bem o disse: "o essencial é saber ver” ...
(Luciana Martins)