"Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa. Não altera em nada... Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas. A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro"... (Clarice Lispector)

Quem sou eu

Minha foto
Brazil
Quem eu sou? Não sou! Estou sendo, buscando, fazendo, estreando, encerrando, errando, reiniciando, ressignificando, desejando sempre mais... Acontecências! Ato, letargia, movimento, inspiração ... Em busca das essências no baú das minhas quimeras existências! Acont-essências! Dentre tudo aquilo que me constitui, vou construindo minha identidade, sempre metamorfoseada, a partir de tudo o que me marca em minha totalidade, em nada redutível, enquanto pessoa, mulher, cidadã, psicóloga, professora, aspirante a escritora ... Enfim, enquanto gente face a tudo o que diz das minhas, das nossas vivências. Gente que gosta de gente e que está sempre às voltas com as vicissitudes do humano! Acont-essências!

Atalho do Facebook

Boas-vindas!

Sejam todos bem-vindos a este despretensioso mundinho literário, um cantinho para a produção de sentidos face às nossas vivências humanas! (Ainda em construção)















Aconchego: para um bom papo, regado a um bom café, quiçá a um ótimo vinho

Aconchego: para um bom papo, regado a um bom café, quiçá a um ótimo vinho
"Não basta abrir as janelas para ver os campos e o rio.
Não é bastante não ser cego para ver as àrvores e as flores. Para ver as árvores e as flores é preciso também não ter filosofia nenhuma.
Procuro despir-me do que aprendi.
Procuro esquecer-me do modo de lembrar que me ensinaram,
E raspar a tinta com que me pintaram os sentidos,
Desencaixotar as minhas emoções verdadeiras, desembrulhar-me e ser eu...
O essencial é saber ver".
(Alberto Caeiro).



Mostrando postagens com marcador Baú das existências. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Baú das existências. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

O que os olhos vêem o coração sente

Você tem a liberdade de ir e vir! Disse-lhe ele, em tom de desapego, olhando-lhe, firmemente, com o seu belo par de olhos azuis. Tão confiantes quanto, seguramente, era a beleza daquele que os portavam. Um dia, ela foi e ele, durante um tempo, não lhe dirigiu a palavra. Teve uma congestão, ao engolir estas mesmas letrinhas.

Luciana Martins

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Amor e dor

O tempo passa e eu não consigo  pensar em você sem sentir dor. Esta rima jamais a pressenti, não era cabível. E, talvez por isso, tal sentimento sempre me toma de assalto. Surpreendo-me, de modo infeliz.
(Luciana Martins)

domingo, 30 de outubro de 2011

Vicissitudes do humano




Eu só sei de uma coisa
Que é a verdade do meu coração e que transcende a qualquer conceito
Sobre o que é falso ou verdadeiro no amor, na sua simplicidade
Nada mais genuíno do que aquele que tem sido vivido, o qual tem sido a ti ofertado
Colocar isso em dúvida, me dói na alma
Está acima de tudo, existe e persiste por si
De resto, perdoe-me
São apenas as vicissitudes do humano ...
(Luciana Martins)

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Ganhos e perdas

Seu mundo era tão menor
Quando éramos dois
Seu mundo era tão menor
Com tanta ausência
Seu mundo era tão meu

De tão menor, fazia-me sentir
Tão acolhida e necessária
Fazia o meu parecer tão grande
Seu mundo era tão meu

Seu mundo é tão maior
Nesta imensidão, faz-me
Tão perdida dentro dele
Faz-me parecer tão pequena
Meu mundo é tão menor
Meu mundo é tão seu...
(Luciana Martins)

sábado, 15 de outubro de 2011

O que te move?

Quando você pensa que já fez tudo e sente que é hora de partir
Às vezes, a vida te puxa e mostra que há algo mais por fazer ...
(Luciana Martins)


sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Encontros e partidas

Te vejo borboletando entre as belas flores
Com suas bárbaras formas e cores
Idealizando os seus sabores
Ao cobiçar os seus frescores

Te vejo ensaiando  voos rasantes...
Eu, então, te digo: se queres ir, vá!
Mas, observe o quanto de verdades você pode suportar
E o que você dispõe para o seu sustento

Espinhos sempre hão de existir!
Isso torna a vida mais laboriosa
Com esta arte nos tornamos mais plenos!

Do contrário, de ilusão também se vive...
(Luciana Martins)


segunda-feira, 3 de outubro de 2011

O paradoxo da vida


Às vezes, não passamos de uma gota.
Quando os caminhos convergem necessariamente para o oceano,
para o mais inevitável dos encontros. 
Tão pequena e, ao mesmo tempo, grandiosa.
Em seu afã de totalidade e legitimação,
encontra na busca da diferença,
o sentido da sua realização.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Tempo de bonança

E a vida segue os seus ciclos.
É tempo de bonança, navegar é preciso.
Correndo para a vida, acordada para as rebentações.
De olho no que a maré vai trazer para mim ...
Esperando, a cada dia, por um beautiful day!
(Luciana Martins)

domingo, 22 de maio de 2011

Parole, parole

A palavra liberta, reivindica, transborda ... Não cabe em si, havendo algo de transcendente e irreconciliável. Invade os meandros intersticiais, em busca de um alvo certo. Transforma, quando não manipula ou fere de morte os mais sensíveis ao seu poder. Sob essa luz, nutre, cura, revela, seduz ... Possibilita ser em ato, especialmente quando encontra a acolhida face às angústias que suscita, funcionando como um afago tal como um cobertor quente em noite fria. Viabiliza, pois, o encontro na arte de expressão e tessitura de sentidos. Mas, não sem riscos. Há sempre um ônus frente ao que a palavra desnuda, ainda que pareça ingênua quando pousa e repousa após suas batidas borboletantes em infinitos e corajosos vôos. Lispector que o diga: "A palavra é o meu domínio sobre o mundo". Ah! Sábias palavras ... Claro, é Clarice!
(Luciana Martins)

Vulnerabilidade humana. Com a palavra, Quintana:

"Da vez primeira que me assassinaram
Perdi um jeito de sorrir que eu tinha ...
Depois, de cada vez que me mataram,
Foram levando qualquer coisa minha ...

E hoje, dos meus cadáveres, eu sou
O mais desnudo, o que não tem mais nada ...
Arde um toco de vela, amarelada ...
Como o único bem que me ficou!

Vinde, corvos, chacais, ladrões da estrada!
Ah! Desta mão, avaramente adnunca,
Ninguém há de arrancar-me a luz sagrada!

Aves da noite! Asas do Horror! Voejai!
Que a luz, trêmula e triste como um ai,
A luz do morto não se apaga nunca!"
(Mario Quintana)

domingo, 3 de abril de 2011

Ser-tão

Eu sou do norte, quem comigo pode?
Eu sou da lida, quem comigo fia?
Eu sou amiga, pronta à travessia,
com a poesia, que brota desses Gerais!
Eu sigo faceira, feito mulher rendeira.
À espera do guia, para iluminar o meu dia.
Eu sou mulata, não trago ouro nem prata.
Eu sou do mundo, sem um mistério profundo.
Eu sou ardente, vem comigo pra frente?
Pra lá do norte, deixando o curral das mortes!
Seguindo o rio, onde deságua o meu cio.
Eu quero a sorte de sempre voltar para o norte!
(Luciana Martins)

Quimeras

Ai de mim, que venho no vento, cansada do tempo, sedenta de um porto, impedida de um pouso ...

Ai de mim, que vivo na beira, margeando o lago, esperando um artefato para chegar ao seu lado.

Um largo espaço, junto do teu braço. E, neste compasso, façamos um pacto!
Que seja de  bom grado, com um certo cuidado, em torno do quadro.
De noite e de dia, que eu ganhe um nome, mais que um codinome, envolto em um laço, feito um abraço!
Em tempos de maio ... Ai de mim!
(Luciana Martins)

sábado, 2 de abril de 2011

Flores para Chica


Chica, quantos sabores me trazem a tua lembrança. Tão quente e saborosa, quanto as guloseimas de sua produção. Cozinha farta de amor e dedicação! 
Doce Lembrança! Forte, feliz, presente, sempre. Tanto quanto tudo o que me destes ao longo de nossa tão compartilhada existência. Ricas vivências, de nada em vão!
Em meio aos temperos, fica para mim o segredo que é a arte de amar, refletida no saber cozinhar. Assim, quando me aventuro, seguindo o teu rumo, sinto tua presença a me iluminar. Após tantas iguarias, busco nas especiarias um caminho para te encontrar. 
Amor vivido aos montes, tal como um belo horizonte, diante do pomar. Amor singular! Amor de alma, amor de Vó, em sua escancarada predileção.
Quanta doação!
Herança bendita, com tantos ditos e admiração. Fonte de inspiração! Mulher simples, altiva, de grande determinação. Elegância na fita, sobretudo na ação. Mulher sábia, de fibra, de estimada devoção. Quanta lição!
Cenas de uma vida vivida em comunhão.
Chica, no seu posto de rainha, lambendo a criação.
Nos ensinando que a vida, só tem sentido na via da interação.
Quanta união!

Chica, ah, Chica ...  matriarca, amada, trago-lhe flores no jardim do coração!

(Luciana Martins)

Baú das existências

No baú das existências, produzimos nossas essências. Quimeras de uma vida sempre em construção. Capturados pelos enigmas do desconhecido, do inusitado, do insondável de nós mesmos, vemo-nos, frequentemente, diante do indizível, do extraordinário, daquilo que tanto nos assombra, quanto nos instiga. De outro ponto, somos flagrados pelo familiar, o comum do cotidiano que, em sua rotina, nos traz desgastes os quais nos levam ao vazio da inquietante acomodação. Bem ou mal, vivemos, continuamente, sob a ameaça do vir a ser para não cairmos na mera espectação. Coragem!
(Luciana Martins)