"Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa. Não altera em nada... Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas. A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro"... (Clarice Lispector)

Quem sou eu

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Quem eu sou? Não sou! Estou sendo, buscando, fazendo, estreando, encerrando, errando, reiniciando, ressignificando, desejando sempre mais... Acontecências! Ato, letargia, movimento, inspiração ... Em busca das essências no baú das minhas quimeras existências! Acont-essências! Dentre tudo aquilo que me constitui, vou construindo minha identidade, sempre metamorfoseada, a partir de tudo o que me marca em minha totalidade, em nada redutível, enquanto pessoa, mulher, cidadã, psicóloga, professora, aspirante a escritora ... Enfim, enquanto gente face a tudo o que diz das minhas, das nossas vivências. Gente que gosta de gente e que está sempre às voltas com as vicissitudes do humano! Acont-essências!

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No baú das existências, produzimos nossas essências. Quimeras de uma vida sempre em construção. Capturados pelos enigmas do desconhecido, do inusitado, do insondável de nós mesmos, vemo-nos, frequentemente, diante do indizível, do extraordinário, daquilo que tanto nos assombra, quanto nos instiga. De outro ponto, somos flagrados pelo familiar, o comum do cotidiano que, em sua rotina, nos traz desgastes os quais nos levam ao vazio da inquietante acomodação. Bem ou mal, vivemos, continuamente, sob a ameaça do Ser para não cairmos na mera expectação. Coragem!







Boas-vindas!

Sejam todos bem-vindos a este despretensioso mundinho literário, um cantinho para a produção de sentidos face às nossas vivências humanas! (Ainda em construção)















Aconchego: para um bom papo, regado a um bom café, quiçá a um ótimo vinho

Aconchego: para um bom papo, regado a um bom café, quiçá a um ótimo vinho
"Não basta abrir as janelas para ver os campos e o rio.
Não é bastante não ser cego para ver as àrvores e as flores. Para ver as árvores e as flores é preciso também não ter filosofia nenhuma.
Procuro despir-me do que aprendi.
Procuro esquecer-me do modo de lembrar que me ensinaram,
E raspar a tinta com que me pintaram os sentidos,
Desencaixotar as minhas emoções verdadeiras, desembrulhar-me e ser eu...
O essencial é saber ver".
(Alberto Caeiro).



segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Aprender a viver é que é o viver mesmo

Ana,
É claro que eu me lembro de você. Como haveria de me esquecer?
Acho que a última vez que nos vimos foi na Faculdade, você ainda caloura. Faz bastante tempo, né?! Pelo seu retrato na rede social nem parece tanto assim, continua muito bonita. Espero que esteja feliz com a vida e com os caminhos que ela tem lhe propiciado.
Além daquele encomendado durante aquele período, tenho mais  dois filhos.  Não me imaginava casado nem por um ano e vou caminhando ... A vida é isso... Quase sempre a gente constrói o que não imagina e vice-versa. O Guimarães Rosa diz que "aprender a viver é que é o viver mesmo." Concordo com ele nisso e em mais uma porção de coisas.
E você? Com toda esta beleza da foto e a delicadeza que lhe era marcante aos dezoito anos (espero que a tenha mantido), não se casou por quê? Não tem vontade, tem medo, não encontrou ainda o privilegiado, ou o casamento nem passa pela sua cabeça, a vida está ótima assim?!
Bem... Acho prudente não associar você à minha rede social. Minha mulher sabe que eu estava apaixonado por uma colega da faculdade quando nos casamos. Ver você pode significar para ela um sofrimento ao qual eu não quero submetê-la. Espero que você compreenda.. 
Se puder, mande-me mais notícias suas, sobre o trabalho... onde está morando... enfim, sobre a vida.
Grande abraço.

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